quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tema


Mulheres docentes da FCE e suas dificuldades quanto ao gênero na vida acadêmica. Experiências de desafios vividos por professoras da Faculdade de Ceilândia – Universidade de Brasília para conseguirem se graduar e continuar em cadeiras acadêmicas estudando e obtendo maiores graus de formação.


Problema

As diferenças de gênero interferem na vida acadêmica das mulheres docentes da FCE?

Definição de Base Teórica


A base teórica foi obtida a partir de dados secundários, como consulta ao livro Sociologia de Anthony Giddens (2005), onde se trata sobre a diferença entre sexo e gênero, definindo que sexo refere-se, de acordo com sociólogos, a visão anatômica e fisiológica dos organismos e gênero envolve diferenças psicológicas, sociais e culturais.                                                        
Foram usados também artigos, fonte que descrevia a evolução das condições das mulheres desde a época feudal até a sociedade contemporânea, como mudou sua representação social, sua liberdade e seus direitos. Fala-se sobre as mulheres nas áreas científicas e tecnológicas, os preconceitos que elas sofrem.
E ainda sobre a socialização onde se observa as influências sociais nas identidades de gênero. A sociedade tem um grande pesar no desenvolvimento do gênero das pessoas, pois desde que nascem todos são submetidos a situações e características pré estabelecidamente masculinas ou femininas. Até as cores são designadas mais aceitáveis para meninos ou meninas.
Outros enfoques para gênero como o de Johan Scott (apud KOFES, 1993) dita que  gênero seria o conhecimento sobre a diferença sexual, organização social da diferença sexual. Não refletindo ou implementando diferenças físicas e naturais entre homens e mulheres, gênero seria o conhecimento que estabelece significações para diferenças corpóreas. 
Afirma ainda Scott (apud KOFES, 1993) que as diferenças entre os sexos constituem um aspecto primário da organização social, e que estas diferenças são fundamentalmente culturais. Culturais sendo entendido não como produções de indivíduos ou coletividades, enfatizando-se significações, múltiplos e contraditórios sentidos, e aspectos normativos. Entretanto, há um referente que permanece:as diferenças sexuais.
Como também de Strathern (apud POESCHL; MÚRIAS; RIBEIRO, 2003), que diz tornar-se impossível, em seu “modelo”,pensar gênero simplesmente como uma questão da relação entre “male” e “female”. Gênero refere-se às relações internas entre partes das pessoas, tanto quanto a sua externalização como relações entre pessoas.                                                   
De acordo com Poeschl; Múrias; Ribeiro (2003) é evidente que nos primeiros estudos sobre distinções de gênero que as mulheres eram tidas como inferiores, mas aos poucos foram conquistando seus direitos.               
Nos anos 1970, pode-se dividir a abundante literatura sobre as diferenças entre os sexos em três abordagens diferentes (DEAUX, 1990): O sexo como característica social, estudando os estereótipos ligados a essa categoria; o sexo como característica psicológica, analisando a masculinidade e a feminilidade; e o sexo como característica biológica, examinando as diferenças entre homens e mulheres. Ao romper com os padrões sociais que imputavam o casamento e a maternidade como alternativa primeira para a trajetória de vida da mulher, as jovens dos anos 70 passaram a colocar entre suas prioridades o estudo e a carreira profissional. A expansão do ensino universitário — principalmente o de cunho privado — foi uma aliada dessa mudança de valores. Estavam dadas, assim, as condições históricas para o ingresso das mulheres em carreiras profissionais até então consideradas redutos masculinos, como medicina, arquitetura, engenharia e direito.      
Pela visão de Teixeira (1998) não há evidências históricas ou científicas conclusivas ou confiáveis que confirmem diferenças de habilidade de aprendizagem entre meninas e meninos. Apesar de que frequentemente, elas são desqualificadas como profissionais, enfim, identificadas como excessivamente sentimentais, desfocadas, incompetentes (TEIXEIRA, 1998), diferentes dos homens.                                                   

Formulação de Hipótese

          As docentes de ensino superior da Faculdade de Ceilândia devem se portar frente aos desafios de preconceito, machismo, falta de tempo para variáveis relevantes da vida pessoal que possam atrapalhar suas formações e seu trabalho, de forma firme e determinada.  Persistentemente, visto que são exemplos de mulheres que passam a imagem da evolução histórica de conquistas do gênero feminino.
Mulher (Sexo Frágil)
Composição : Erasmo Carlos e Narinha
‘’ Dizem que a mulher é o sexo frágil
Mas que mentira absurda
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas
Vejam como é forte a que eu conheço
Sua sapiência não tem preço
Satisfaz meu ego se fingindo submissa
Mas no fundo me enfeitiça

Quando eu chego em casa à noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas pra quem deu luz não tem mais jeito
Porque um filho quer seu peito
O outro já reclama a sua mão
E o outro quer o amor que ela tiver
Quatro homens dependentes e carentes
Da força da mulher

Mulher, mulher
Do barro de que você foi gerada
Me veio inspiração
Pra decantar você nessa canção

Mulher, mulher
Na escola em que você foi ensinada